25 de março de 2011

Tu revoltaste

...contra minha perda,
revoltaste contra o que sou.
revoltaste contra minha boca,
contra o meu pavor,
perdeste a razão.

Tomaste veneno.
Esqueceste a razão.
Mataste o juízo.
Enlouqueceste a vergonha.
Embebedaste a fome.

Tu que tens moral,
tens boa família,
transformaste em pecado
meu perdão,
meu desespero em
tentação.

Emburreceste meus olhos.
Roubaste minhas crenças
E em cálice de ouro
tomaste minha dignidade.

Quase tudo em vão.

21 de março de 2011

Como?

Sentir teu cheiro a cada esquina
Correr o mundo na esperança de te ver
Rolar na cama ao sentir teu vazio
Morrer de dor e não ter teu carinho
Acordar sorrindo ao te vislumbrar num delírio
Queimar com o ácido de uma lágrima
Cair na farra e me chatear
E me pedes para não fazê-lo?
como?

18 de março de 2011

E a mim, o pranto

Cansei-me de ver sofrerem minha dor. Minhas lágrimas não podem mais existir em outra face. Cansei-me de viver nesse mundinho manipulado.
Já não me importo mais se sofro, se choro, se adoeço. Não me importo em ser infeliz. Afinal, de onde  a felicidade vem mesmo, hein dona Ana? Fácil, da independência que terei, da minha carreira brilhante, do meu carro zero.
Serei um desses loucos, insanos e putrefeitos, que tem orgasmos ao ver pilhas de dinheiro. Serei um for ever alone dos executivos. Serei tudo contra o que me revolto, e me revoltarei contra tudo o que sou.
É o que se faz do meu infortúnio, é o que me resta nessa vidica de merda: ou morrer de coração esmigalhado, ou esmagá-lo contra minhas paredes em pranto.