7 de abril de 2011

Adeus às violetas

Queria um problema para chamar de meu,
Ser alguém para chamar de teu
Algo para me reencotrar

Eu só queria ver as roxas flores se recuperarem
eu só queria matar a ância de não perder-te
Mas em ti me perdi, matei meu eu

Agora, o que posso chamar de meu
se a você confiei tudo o que tinha?
quando te encontrar, só direi adeus.

25 de março de 2011

Tu revoltaste

...contra minha perda,
revoltaste contra o que sou.
revoltaste contra minha boca,
contra o meu pavor,
perdeste a razão.

Tomaste veneno.
Esqueceste a razão.
Mataste o juízo.
Enlouqueceste a vergonha.
Embebedaste a fome.

Tu que tens moral,
tens boa família,
transformaste em pecado
meu perdão,
meu desespero em
tentação.

Emburreceste meus olhos.
Roubaste minhas crenças
E em cálice de ouro
tomaste minha dignidade.

Quase tudo em vão.

21 de março de 2011

Como?

Sentir teu cheiro a cada esquina
Correr o mundo na esperança de te ver
Rolar na cama ao sentir teu vazio
Morrer de dor e não ter teu carinho
Acordar sorrindo ao te vislumbrar num delírio
Queimar com o ácido de uma lágrima
Cair na farra e me chatear
E me pedes para não fazê-lo?
como?

18 de março de 2011

E a mim, o pranto

Cansei-me de ver sofrerem minha dor. Minhas lágrimas não podem mais existir em outra face. Cansei-me de viver nesse mundinho manipulado.
Já não me importo mais se sofro, se choro, se adoeço. Não me importo em ser infeliz. Afinal, de onde  a felicidade vem mesmo, hein dona Ana? Fácil, da independência que terei, da minha carreira brilhante, do meu carro zero.
Serei um desses loucos, insanos e putrefeitos, que tem orgasmos ao ver pilhas de dinheiro. Serei um for ever alone dos executivos. Serei tudo contra o que me revolto, e me revoltarei contra tudo o que sou.
É o que se faz do meu infortúnio, é o que me resta nessa vidica de merda: ou morrer de coração esmigalhado, ou esmagá-lo contra minhas paredes em pranto.